Jorge Amado no Elevador e Outros Contos da Bahia
No dia 14 de dezembro, segunda feira, às 18 horas, ocorre na Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, o lançamento do livro Jorge Amado no elevador e outros contos da Bahia (84 páginas, Editora A, Rio de Janeiro) do escritor, diretor teatral e cineasta Carlos Pronzato, argentino radicado na Bahia há exatos 20 anos. A entrada é gratuita.
 
O livro é composto por onze contos que transitam no universo mágico da Bahia, perfazendo um itinerário literário que pretende também ser uma homenagem ao maior escritor baiano e um dos maiores do Brasil, Jorge Amado. O autor empresta seu nome ao conto que dá titulo ao livro e sua presença temática também passa pelas demais histórias.
 

Carlos Pronzato completa vinte anos de Bahia e para comemorar reune estes contos, a maior parte publicados no A Tarde Cultural e na Revista do Gabinete Português de Leitura.       Diretor Teatral, poeta e cineasta/documentarista, Carlos Pronzato tem se dedicado a retratar nos seus mais recentes filmes os atuais conflitos sócio-políticos latino-americanos, além de se debruçar sobre aspectos históricos fundamentais do continente (“Carabina M2, uma arma americana, Che na Bolívia”; “Buscando a Salvador Allende”; “Madres de Plaza de Mayo, memória, verdade, justiça”, etc). Também publicou, entre outros, “Canudos não se rendeu”, “Poesias contra o Império”, “Che, um poema guerrilheiro” e o mais recente, lançado em janeiro deste ano no Fórum Social Mundial em Belém, “Poemas sem Terra”.

Lançamento: “Jorge Amado no Elevador e Outros Contos da Bahia”
Autor: Carlos Pronzato
14/12/2009
18h
Fundação Casa de Jorge Amado / Largo do Pelourinho

02/12/2009

Peça inspirada em cinema noir no Café-Teatro Zélia Gattai

A Casa de Jorge Amado recebe nas terças, quartas e quintas-feiras – de 17 de novembro a 10 de dezembro – às 20h, a peça teatral O Avesso de Eva, encenada pelo Teatro Saladistar. O coletivo, cuja última montagem, Salomé, de Oscar Wilde, foi indicada a dois prêmios Braskem de Teatro, investe agora em um texto inédito.
 
A história explora as muitas possibilidades estabelecidas por um triângulo amoroso. Dois amigos de infância, um dramaturgo e um restaurador de obras de arte, vêem sua amizade testada e levada a outros graus de sentimentos quando surge em suas vidas a audaciosa Diana, mulher que segue a lei do desejo acima de qualquer convenção social e regras de boa conduta.
 
A peça tem forte inspiração no cinema noir, presente por toda atmosfera, indo da trilha sonora ao desenho de luz, repleto de cortes e sombras que deixam ao espectador o papel de investigador. Ainda apoiada na pesquisa que une a linguagem teatral à linguagem cinematográfica, o espetáculo brinca com a unidade temporal, deixando fragmentos e pistas que se mostram verdades ou o avesso, em cenas de intrincado encadeamento, em um crescente clima de mistério que capta a atenção da platéia, ao mesmo tempo em que estabelece a tensão desenfreada entre os três personagens.
 
A preparação corporal tomou como base um trabalho de “desenho de frames”, em que cada movimento do personagem é estudado e delineado pelo ator para criar a completude de ações internas – que reverberam em ações físicas minimalistas e plenas de desejo.
 
O
Teatro Saladistar surgiu em 2007, a partir do encontro de um heterogêneo grupo de artistas oriundos da Escola de Teatro da UFBA. Realiza pesquisas e investigações cênicas numa proposta contemporânea e polissêmica dos signos de nosso tempo, aliando teatro à música e à dança. O grupo já montou A Serpente, de Nelson Rodrigues, e Salomé, de Oscar Wilde, espetáculo indicado a dois prêmios Braskem de Teatro em 2009, vencedor com o cenário de Rodrigo Frota.
 
Ficha Técnica
Texto e Direção Geral: Amanda Maia
Assistência de Direção: Victor Diomondes
Elenco: Ciro Sales, Vivian Rigueira, Will Brandão
Preparação Corporal: Raphael Veloso
Cenário: Rodrigo Frota
Indumentária: Hamilton Lima
Maquiagem: Renata Cardoso
Desenho de Luz: Pedro Dultra
Direção de Produção: Raphael Veloso
Equipe de Produção: Daniel Moreno, Helena Marfuz, Letícia de Castro, Victor Diomondes
 
Serviço
Onde: Café Teatro Zélia Gattai – Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho, s/n
Quando: 17, 18, 19, 24, 25 e 26/ Novembro e 1, 2, 3, 8, 9 e 10/ Dezembro às 20h
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) - O espaço aceita cartões de crédito e débito.

Projeto vai digitalizar e preservar manuscritos de Jorge Amado
Salve Jorge!
A Fundação Casa de Jorge Amado lança o “Salve Jorge!”, um projeto chave para a preservação digital do acervo documental de Jorge Amado. A obra de Jorge Amado, “antropólogo da terra da mestiçagem”, tem lugar garantido na literatura universal e é lida em mais de 50 países.
 
Serão digitalizados aproximadamente 13 mil documentos, dentre datiloscritos (originais de livros) e fotografias, pertencentes ao acervo do escritor. Além de estender a sobrevida dos documentos – através da redução do manuseio dos originais –, o acervo será salvaguardado através do armazenamento em diferentes localidades geográficas.
 
“Salve Jorge!” procura disseminar a produção literária e facilitar os estudos e pesquisas sobre a literatura baiana. O material digitalizado estará disponível ao público no site da Fundação e poderá ser consultado também na sua sede física, no Pelourinho, através de terminais do tipo Smart Touch, em consultas interativas.
 
Preservação digital
A preservação digital ainda é pouco abordada no Brasil e no exterior, apesar de ser uma questão que vem sucitando preocupações em organismos de todo o mundo. A rápida obsolescência da tecnologia e a fraglidade e complexidade desse tipo de preservação são questões de grande relevância numa sociedade com crescente dependência da informação digitalizada. Há três anos, foi lançada a Carta de Preservação do Patrimônio Digital da UNESCO, que fazia um apelo para que os países membros adotassem um conjunto de medidas a fim de evitar o desaparecimento do legado digital.
 
Alinhando-se a esta perspectiva de estudos, a Fundação Casa de Jorge Amado cria o “Salve Jorge!”. Com patrocínio do BNB – Banco do Nordeste do Brasil, o objetivo é não apenas digitalizar documentos, mas criar uma política de preservação segura.
 
A idéia
O projeto “Salve Jorge!” foi concebido por Albano Souza Oliveira, pesquisador na área de Memória, Preservação Digital e Modelagem do Conhecimento. Doutorando do Programa Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC/UFBA), Albano é professor de pós-graduação do curso de especialização em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFBA.
 
Albano explica a necessidade da preservação digital nos dias de hoje fazendo uma comparação:“Podemos ao acaso encontrar um pequeno pedaço de papel, uma foto dentro de um livro, ou rascunho de idéias “preciosas” guardadas em uma gaveta escura, “no fundo do baú”, há muito tempo esquecido por nós, e, assim, resgatar pensamentos e imagens. Mas o mesmo não viria a acontecer se estivessem estes elementos na forma de objetos digitais, ou melhor, poderemos até encontrar aquele disquete guardado há muito tempo, mas nada garante que os nossos computadores atuais poderão lê-los e traduzir as informações neles contidas... Devido ao exponencial crescimento tecnológico, as “regras do jogo” mudam muito rapidamente. Formatos de objetos digitais, plataformas de software, modelos de hardware, tudo parece se transformar muito rápido”.
 
A questão do desaparecimento do legado digital requere atenção de múltiplas disciplinas. Além de interessar a especialistas em Arquivística, Biblioteconomia e Ciência da Informação, atravessa as áreas de Administração Pública e Privada, de Engenharia, de Tecnologia da Informação, de Biologia, de Química, Direito e, como no caso da Fundação Casa de Jorge Amado, também a Arte.
 
Podemos considerar que o problema se descortina em vários aspectos:
1. degradação dos bits – efeitos físico-químicos e eletro-magnéticos;
2. obsolescência e vida curta das mídias;
3. obsolescência de formatos;
4. obsolescência e incompatibilidade de softwares;
5. obsolescência e incompatibilidade hardwares.
 
“O software e o hardware definem condições necessárias à interpretação de um arquivo digital, de uma seqüência de bits, e estabelecem as condições do documento digital existir, o que, em uma perspectiva arquivística, poderia ser traduzido em: integridade, autenticidade e confiabilidade”, explica Albano Oliveira.
 
Casa de Jorge Amado
O projeto “Salve Jorge!” é coordenado por Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado. A entidade – já com 23 anos – é, reconhecidamente, um dos mais importantes centros de produção cultural e editorial do país, mantendo vínculos com instituições de prestígio nacionais e internacionais.
 

Segundo Myriam Fraga, está é apenas a primeira etapa do projeto, possível graças ao patrocínio do BNB. O projeto máster foi concebido para viabilizar a digitalização de todo o acervo documental, que consta de mais de 250 mil itens, dentre correspondências, filmes, vídeos, registros sonoros, recortes de jornais e revistas. A diretora acrescenta ainda que a administração da Casa está em busca de outras parcerias interessadas em contribuir com a efetivação plena da proteção ao legado histórico literário deixado pelo escritor Jorge Amado para gerações futuras.

*foto: Alberto Coutinho/AGECOM

05/10/2009

Casa de Jorge Amado no Facebook

Para entrar em contato mais próximo com admiradores de Jorge Amado de todo o mundo, a Fundação Casa de Jorge Amado tem agora um perfil no Facebook!

Pouco menos de três dias depois de começar a participar do site, já contamos com 615 amigos! Este reconhecimento significa para nós mais uma prova de que a memória de Jorge continua viva - e nos estimula a continuar preservando, divulgando e pesquisando seu acervo. Muito obrigado!

02/10/2009

 

www.jorgeamado.org.br