Poesia gaúcha na Casa de Jorge Amado
A poeta gaúcha Helena Ortiz participa, na próxima quarta-feira, 18 de agosto, na Fundação Casa de Jorge Amado (Pelourinho) do projeto Com a Palavra o Escritor. O objetivo é estimular o intercâmbio de ideias e experiências dos baianos com a escritora através de um bate-papo informal. Antes da sua fala, Helena terá um pouco da suas obras apresentadas por Vitor Nascimento Sá.
 
 
Em Pelotas, atuou como colunista do jornal Gazeta Pelotense, onde publicou os primeiros poemas. Na capital Porto Alegre, foi editora da Rede Brasil Sul e colunista do jornal sindical da Assembléia Legislativa do Estado. Freqüentou a Oficina Literária ministrada pelo escritor Luiz Antonio de Assis Brasil, na PUC, de onde resultou a publicação dos primeiros contos. Em 1997, publicou o primeiro livro de poemas, Pedaço de mim, pela editora T&T, em memória da filha Alice.
 
Em 1985, no Rio de Janeiro, freqüentou a oficina de poesia da Estação das Letras e publicou pela Ed. Blocos os livros Margaridas e Azul e sem sapatos, seguidos de Em par, em 2001, pela Editora da Palavra – inaugurando a editora – e, em 2005, Sol sobre o dilúvio. Em 2009 reuniu, no livro O Silêncio das Xícaras, os contos, premiados em vários concursos.
 
Escreveu, em 2008 e 2009, o livro Baseado em quê? volumes I e II, em defesa da legalização das drogas, e prepara para 2010 a edição de Poemas possíveis. Mantém o blog www.integradaemarginal.blogspot.com.
 
O Com a Palavra o Escritor, há 16 anos, promove o encontro entre autores e público através de depoimentos informais. No evento, escritores de ficção e poesia, críticos, historiadores e tradutores já tiveram ocasião de partilhar sua experiência pessoal sobre a aventura de publicar um livro.
 
Com a Palavra o Escritor | Helena Ortiz
18/08/2010, quarta-feira, 17h
Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho
Com a Palavra o Escritor recebe Wilmar Silva
A Fundação Casa de Jorge Amado recebe, no dia 14 de julho, quarta-feira, às 17h, o poeta mineiro Wilmar Silva, no projeto Com a Palavra o Escritor. O objetivo é aproximar o público do seu trabalho, estimulando o intercâmbio de ideias e experiências. O escritor será apresentado por Rita Santana. Em seguida, fará comentários e responderá perguntas sobre a sua trajetória.
 
Wilmar Silva nasceu em Rio Paranaíba, Minas Gerais, em 1965. É poeta, performer, editor, artista visual e sonoro, pesquisador com formação em artes cênicas, letras e psicologia. Fundou e edita a Anome Livros, prêmio Jabuti 2009. É curador do projeto de leitura, vivência e memória Terças Poéticas e desenvolve pesquisa sobre a poesia em língua portuguesa.
 
Escreveu oito livros de poesia: Çeiva (Brasil, 1997), ANU (Brasil, 2001), Arranjos de Pássaros e Flores (Brasil, 2002), Cachaprego (Brasil, 2004), Yguarani (Portugal, 2009), Lágrimas en el Lago de Púrpura (Argentina, 2009), Silvaredo (Brasil, 2010), Astillas en el Lago Púrpura (República Dominicana, 2010). Organizou as antologias O achamento de Portugal (2005) e Terças Poéticas: jardins internos (2006), além da contraantologia Portuguesia (2009), livro-dvd com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Brasil.
 
O Com a Palavra o Escritor, há 16 anos, promove o encontro entre autores e público através de depoimentos informais. No evento, escritores de ficção e poesia, críticos, historiadores e tradutores já tiveram ocasião de partilhar sua experiência pessoal sobre a aventura de publicar um livro.
 
 
 
Com a Palavra o Escritor | Wilmar Silva
14/07/2010, quarta-feira, 17h

Fundação Casa de Jorge Amado – Largo do Pelourinho

06/07/2010

Jorge Amado homenageado no Caribe

A Embaixada do Brasil na República Dominicana e o Centro Cultural Brasil-República Dominicana pretendem fazer uma homenagem à vida e obra de Jorge Amado, por ocasião da XIII Feria Internacional del Libro de Santo Domingo, que ocorre de 19 de abril a 9 de maio. Trata-se do maior evento cultural deste país e deve receber ainda mais destaque por 2010 ser o ano que celebra Santo Domingo como Capital Americana da Cultura, evento de projeção mundial.

Será montado um espaço dedicado a Jorge Amado na feira, onde haverá uma exposição sobre sua vida e obra. Terá destaque especial a relação do escritor com personalidades dominicanas, a exemplo de Juan Bosh e Pedro Mir. Filmes e documentários ilustrativos serão exibidos no local. A filha do autor, Paloma Jorge Amado, fará uma palestra durante o evento.

A Companhia das Letras concordou em doar um exemplar de cada um dos livros de Jorge Amado já editados. Outros materiais, como cadernos de leitura e calendários relacionados ao escritor também serão disponibilizados pela editora, além de alguns materiais de divulgação. A Casa de Palavras, projeto editorial da Fundação Casa de Jorge Amado, disponibilizará mais de 100 títulos das suas publicações. Os livros doados, após a exposição no estande, farão parte do acervo da Biblioteca Hilda Hilst, do Centro Cultural Brasil-República Dominicana, extensão cultural da Embaixada do Brasil no país.

19/04/2010

Projeto vai digitalizar e preservar manuscritos de Jorge Amado
Salve Jorge!
A Fundação Casa de Jorge Amado lança o “Salve Jorge!”, um projeto chave para a preservação digital do acervo documental de Jorge Amado. A obra de Jorge Amado, “antropólogo da terra da mestiçagem”, tem lugar garantido na literatura universal e é lida em mais de 50 países.
 
Serão digitalizados aproximadamente 13 mil documentos, dentre datiloscritos (originais de livros) e fotografias, pertencentes ao acervo do escritor. Além de estender a sobrevida dos documentos – através da redução do manuseio dos originais –, o acervo será salvaguardado através do armazenamento em diferentes localidades geográficas.
 
“Salve Jorge!” procura disseminar a produção literária e facilitar os estudos e pesquisas sobre a literatura baiana. O material digitalizado estará disponível ao público no site da Fundação e poderá ser consultado também na sua sede física, no Pelourinho, através de terminais do tipo Smart Touch, em consultas interativas.
 
Preservação digital
A preservação digital ainda é pouco abordada no Brasil e no exterior, apesar de ser uma questão que vem sucitando preocupações em organismos de todo o mundo. A rápida obsolescência da tecnologia e a fraglidade e complexidade desse tipo de preservação são questões de grande relevância numa sociedade com crescente dependência da informação digitalizada. Há três anos, foi lançada a Carta de Preservação do Patrimônio Digital da UNESCO, que fazia um apelo para que os países membros adotassem um conjunto de medidas a fim de evitar o desaparecimento do legado digital.
 
Alinhando-se a esta perspectiva de estudos, a Fundação Casa de Jorge Amado cria o “Salve Jorge!”. Com patrocínio do BNB – Banco do Nordeste do Brasil, o objetivo é não apenas digitalizar documentos, mas criar uma política de preservação segura.
 
A idéia
O projeto “Salve Jorge!” foi concebido por Albano Souza Oliveira, pesquisador na área de Memória, Preservação Digital e Modelagem do Conhecimento. Doutorando do Programa Multi-institucional e Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento (DMMDC/UFBA), Albano é professor de pós-graduação do curso de especialização em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFBA.
 
Albano explica a necessidade da preservação digital nos dias de hoje fazendo uma comparação:“Podemos ao acaso encontrar um pequeno pedaço de papel, uma foto dentro de um livro, ou rascunho de idéias “preciosas” guardadas em uma gaveta escura, “no fundo do baú”, há muito tempo esquecido por nós, e, assim, resgatar pensamentos e imagens. Mas o mesmo não viria a acontecer se estivessem estes elementos na forma de objetos digitais, ou melhor, poderemos até encontrar aquele disquete guardado há muito tempo, mas nada garante que os nossos computadores atuais poderão lê-los e traduzir as informações neles contidas... Devido ao exponencial crescimento tecnológico, as “regras do jogo” mudam muito rapidamente. Formatos de objetos digitais, plataformas de software, modelos de hardware, tudo parece se transformar muito rápido”.
 
A questão do desaparecimento do legado digital requere atenção de múltiplas disciplinas. Além de interessar a especialistas em Arquivística, Biblioteconomia e Ciência da Informação, atravessa as áreas de Administração Pública e Privada, de Engenharia, de Tecnologia da Informação, de Biologia, de Química, Direito e, como no caso da Fundação Casa de Jorge Amado, também a Arte.
 
Podemos considerar que o problema se descortina em vários aspectos:
1. degradação dos bits – efeitos físico-químicos e eletro-magnéticos;
2. obsolescência e vida curta das mídias;
3. obsolescência de formatos;
4. obsolescência e incompatibilidade de softwares;
5. obsolescência e incompatibilidade hardwares.
 
“O software e o hardware definem condições necessárias à interpretação de um arquivo digital, de uma seqüência de bits, e estabelecem as condições do documento digital existir, o que, em uma perspectiva arquivística, poderia ser traduzido em: integridade, autenticidade e confiabilidade”, explica Albano Oliveira.
 
Casa de Jorge Amado
O projeto “Salve Jorge!” é coordenado por Myriam Fraga, diretora da Fundação Casa de Jorge Amado. A entidade – já com 23 anos – é, reconhecidamente, um dos mais importantes centros de produção cultural e editorial do país, mantendo vínculos com instituições de prestígio nacionais e internacionais.
 

Segundo Myriam Fraga, está é apenas a primeira etapa do projeto, possível graças ao patrocínio do BNB. O projeto máster foi concebido para viabilizar a digitalização de todo o acervo documental, que consta de mais de 250 mil itens, dentre correspondências, filmes, vídeos, registros sonoros, recortes de jornais e revistas. A diretora acrescenta ainda que a administração da Casa está em busca de outras parcerias interessadas em contribuir com a efetivação plena da proteção ao legado histórico literário deixado pelo escritor Jorge Amado para gerações futuras.

*foto: Alberto Coutinho/AGECOM

05/10/2009

Casa de Jorge Amado no Facebook

Para entrar em contato mais próximo com admiradores de Jorge Amado de todo o mundo, a Fundação Casa de Jorge Amado tem agora um perfil no Facebook!

Pouco menos de três dias depois de começar a participar do site, já contamos com 615 amigos! Este reconhecimento significa para nós mais uma prova de que a memória de Jorge continua viva - e nos estimula a continuar preservando, divulgando e pesquisando seu acervo. Muito obrigado!

02/10/2009

 

www.jorgeamado.org.br