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Tereza
Batista cansada de guerra, publicado em 1972, é a história
da luta de uma mulher num ambiente quase sempre áspero e hostil,
poderosamente hostil. Mundo de sofrimento, miséria e violência que
Tereza começa a conhecer muito cedo - primeiro, com a orfandade;
segundo, quando é vendida pelo tio, ainda menina, a um certo capitão
Justo. Sob o açoite do seu dono, ela vai experimentar, à flor da
pele e ao fundo de si mesma, o sentido da palavra “servidão”. Um
dia, sangra - a faca - o seu algoz. Vai presa, passa por um convento,
cai num bordel. Em Aracaju, apaixona-se por Gereba, marítimo baiano.
Mas ele é casado: volta para sua mulher e para sua terra. Desiludida,
Tereza se retira em Buquim, interior de Sergipe, onde vê os servidores
do posto médico desertar, diante do avanço da varíola. Reúne então
as rameiras da vila - e dá assistência aos doentes. Missão cumprida,
ruma para a Cidade da Bahia, nas pegadas de Gereba. Este, já viúvo,
embarcara num navio de carga estrangeiro. Tereza se torna dançarina
de cabaré em Salvador. Engaja-se na greve das putas contra a ordem
de despejá-las de seu local de trabalho. É novamente presa. Apanha.
É solta. E, finalmente, reencontra o amado Gereba. Não admira que,
diante de tal peripécia, mulheres italianas tenham homenageado a
heroína de Jorge Amado, batizando a sede do Clube Feminista Italiano,
em Milão, com o nome de Casa de Tereza Batista.
Histórico
Escrito em Salvador, Bahia,
entre março e novembro de 1972. A Livraria Martins Editora, São
Paulo, lançou a 1ª edição em dezembro de 1972, tiragem de 100.000
exemplares, 462 páginas, capa de Carybé, ilustrações de Calasans
Neto, retrato do autor por Carlos Bastos, foto do autor por Zélia
Gattai e partitura de modinha de Dorival Caymmi, integrando a coleção
“Obras Ilustradas de Jorge Amado”, décimo nono tomo, volume XIX.
A 5ª edição é da Editora Record, Rio de Janeiro, 1976, 421 páginas,
capa de Di Cavalcanti, ilustrações originais de Calasans Neto, partitura
da modinha de Dorival Caymmi, retrato do autor por Flávio de Carvalho
e foto do autor por Zélia Gattai.
A mais recente é a 30ª edição,
1999, 21ª da Record, com fixação de texto por Pedro Costa e Paloma
Jorge Amado, capa de Pedro Costa com ilustração de Calasans Neto;
sobrecapa com reprodução de quadro de Di Cavalcanti; ilustrações
de Calasans Neto com vinhetas de Pedro Costa, retrato do autor por
Jordão de Oliveira; fotografia da sobrecapa de Zélia Gattai.
Foi publicado em Portugal e
traduzido para o alemão, árabe, coreano, eslovaco, esloveno, espanhol,
francês, grego, hebraico, holandês, inglês, italiano, norueguês,
polonês e turco.
Televisão: minissérie
Tereza Batista, Rede Globo de Televisão, adaptação
de Vicente Sesso, direção de Paulo Crissolli, 1992,
protagonizada por Patrícia França.
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